Inquérito das fake news: Carla Zambelli presta depoimento na PF

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) chegou por volta das 14h desta quinta-feira (4) à sede da Polícia Federal de Brasília para prestar depoimento no inquérito das fake news. Questionada por jornalistas sobre qual deveria ser o conteúdo do depoimento, ela disse que pretende falar com a imprensa na saída.

Zambelli é uma das parlamentares listadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para serem ouvidos como parte das investigações. O inquérito apura a propagação de notícias falsas, ameaças e ofensas à Corte.

No dia 27 de maio, o ministro autorizou que a PF cumprisse 29 mandados de busca e apreensão em 5 estados e no Distrito Federal. Na decisão, argumentou que a investigação apontou indícios de que um grupo de políticos, influenciadores e empresários “atua de maneira velada financiando recursos para a disseminação de notícias falsas e conteúdo de ódio” contra integrantes do STF e outras instituições.

O ministro também definiu como “associação criminosa” o grupo conhecido como “gabinete do ódio”, núcleo de assessores que tem forte influência sobre o presidente Jair Bolsonaro e suas redes sociais.

“As provas colhidas e os laudos periciais apresentados nestes autos apontam para a real possibilidade de existência de uma associação criminosa, denominada nos depoimentos dos parlamentares como ‘Gabinete do Ódio’, dedicada a disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”, escreveu Moraes.

O inquérito é criticado pelo presidente. Um dia após a ação da PF, Bolsonaro afirmou que não admitirá “decisões individuais e “monocráticas” e ainda fez um alerta velado ao Supremo dizendo: “Chega! Acabou, po***!”.

“Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoais certas ações”, disse. “Mais um dia triste da nossa história, mas foi o último.”