Japão aprova dois remédios para tratar Covid-19


Uma das substâncias é um antiviral experimental (que não foi aprovado para tratar nenhuma doença) dos Estados Unidos. A outra é um corticoide barato e de uso amplo que já havia mostrado resultados promissores para pacientes graves, mas NÃO serve para casos leves e nem como prevenção. Um farmacêutico exibe uma ampola do corticoide dexametasona em hospital de Bruxelas, na Bélgica, em 16 de junho de 2020.
Yves Herman/Reuters
O Japão aprovou, na terça-feira (21), dois medicamentos para tratar a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Uma delas é um antiviral experimental (que não havia sido aprovado de forma definitiva para tratar nenhuma doença em lugar nenhum) chamado remdesivir, de origem americana. Ele conseguiu melhorar o tempo de recuperação de pacientes com Covid-19, e já havia sido aprovado de forma emergencial para tratar a infecção nos Estados Unidos. O remédio não está à venda.
A segunda substância é um corticoide barato e de uso amplo, a dexametasona, que, em um estudo britânico, mostrou eficácia em casos graves, diminuindo a taxa de mortalidade de pacientes intubados em um terço.
O remédio, entretanto, NÃO mostrou benefícios em pacientes que não precisaram de suporte de oxigênio. Ou seja, não se mostrou eficaz em casos leves e nem como prevenção (veja vídeo).
Corticoide que ajuda pacientes graves com Covid pode ter efeito contrário em casos leves
Em casos leves, a substância pode, inclusive, piorar o quadro. Por isso, especialistas recomendam NÃO usar o remédio por conta própria.
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Remédios russos
Foto mostra comprimidos do remédio ‘Avigan’ (cuja substância genérica é o favipiravir), de origem japonesa e que está em testes no país para combater a Covid-19.
Issei Kato/Reuters
A Rússia foi outro país a aprovar, nas últimas semanas, dois antivirais para tratar a Covid-19. Um deles teve o licenciamento anunciado por uma farmacêutica no início deste mês.
O outro, aprovado no começo de junho, é uma versão modificada de um remédio japonês, e começou a ser entregue no dia 11 do mês passado aos hospitais do país, segundo o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês).
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