Diniz descarta ‘entregar’ na última rodada: ‘O São Paulo não tem de pensar no Corinthians’

O São Paulo viverá uma situação inusitada na última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista, no próximo domingo (26), no embate diante do Guarani, na Vila Belmiro. Se vencer ou até mesmo empatar com o Bugre, o Tricolor poderá ajudar o Corinthians a se classificar para o mata-mata do torneio – o Alvinegro precisaria triunfar contra o Oeste para isto acontecer. Questionado sobre o fato curioso na partida derradeira do Estadual, o treinador Fernando Diniz descartou “entregar” a partida para o time de Campinas, algo que diversos são-paulinos propuseram em comentários nas redes sociais. Além disso, o técnico afirmou que a equipe do Morumbi precisa somar o maior número de vitórias possíveis em busca do troféu.

“O São Paulo não tem de pensar no Corinthians, tem que pensar no São Paulo. Temos de vencer o maior número de jogos possível e pensar na conquista do campeonato. Não tem de ficar pensando em outro time a não ser o São Paulo”, declarou o treinador, em entrevista coletiva após a derrota por 3 a 2 para o RB Bragantino, na noite da última quinta-feira (23), no Morumbi, em jogo que marcou o retorno do time após mais de quatro meses parado.

Diniz, por sinal, acredita que o São Paulo precisa evoluir no duelo contra o Guarani para chegar mais preparado para as quartas de final do Paulistão. Já classificado, o time busca garantir a primeira posição do seu grupo –  o Mirassol, segundo colocado, está com um ponto a menos. “Se a gente considerar da maneira que a gente parou não tem ponto em evolução. Pelo contrário, a gente precisa melhorar em todos os aspectos do jogo, tanto na construção, na agressividade, na marcação, na reação após a perda da bola, na saída com o goleiro que é um ponto forte do nosso time”, comentou o comandante.

“Então a gente tem muitas coisas para melhorar se você considerar da parada a gente tem muita coisa para melhorar. Da maneira que a equipe voltou, depois de quase quatro meses, a gente evoluiu bastante na questão física, técnica e tática trabalhamos pouca coisa. Não dava para fazer muito tático, uma vez que os jogadores estava com déficit físico, de jogo coletivo. Então a gente priorizou a intensidade física nos treinamentos e a gente colocou a parte tática em segundo plano, que a gente vai começar ajustar agora. Com o início do calendário a gente vai ter que trabalhar a parte tática, porque não vai ter tempo para treinos intensos”, concluiu.