Fora da Seleção desde 2016, Oscar já cogita jogar pela China

Titular da Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2014, mas ausente de todas as convocações já feitas por Tite à frente do selecionado nacional, Oscar se disse disposto a defender a seleção da China caso as regras da Fifa para atletas atuarem por dois países diferentes mudem. O meia de 28 anos, que atua há três temporadas no Shangai SIPG, afirmou que “poderia ajudar” o país asiático. “Eu posso pensar sobre isso. É difícil ir para a Seleção Brasileira porque jogo aqui agora, e, na China, veem como jogo bem. Então, se a seleção da China precisar de um bom meia, eu posso ajudar, se mudarem (as regras). Gosto da China, e acho que os jogadores que trocarem de nacionalidade para jogar pela China podem ir bem”, declarou o atleta, em entrevista à CGTV.

Nos últimos anos, alguns jogadores brasileiros se naturalizaram chineses e passaram a ficar aptos a representar a seleção asiática. O primeiro a ser convocado foi Elkeson, ex-Botafogo, que passou a se chamar Ai Kesen e teve de abrir mão do passaporte original para se tornar chinês. O meia-atacante Ricardo Goulart, que foi bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro e teve rápida passagem pelo Palmeiras no ano passado, também já se naturalizou, mas ainda não foi liberado para ser convocado.

A princípio, no entanto, Oscar não poderia ser recrutado pela seleção da China nem se já tivesse se naturalizado. Isso porque a Fifa proíbe jogadores de disputarem competições oficiais por dois países diferentes. Como já jogou torneios como Copa do Mundo, Copa das Confederações e Eliminatórias pelo Brasil, o meia teria de aguardar uma mudança nas regras para defender o país asiático. Ele vestiu a camisa da Seleção pela primeira vez em 2011 e foi convocado pela última vez em 2016, quando Dunga ainda era o treinador. Neste período, o meia, que foi para a China em 2017, atuou em 48 partidas pelo Brasil, marcando 12 gols – o mais marcante deles diante da Alemanha, na derrota por 7 a 1 na semifinal do Mundial de 2014.