Jô vira esperança de gols no Corinthians após ficar oito meses sem jogar

O atacante vai reestrear pelo Corinthians nesta quinta-feira contra o Red Bull Bragantino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Ele é a esperança de gols para a equipe paulista avançar no confronto decisivo. O outro centroavante do elenco, o argentino Mauro Boselli, passou por cirurgia por causa de uma fratura no rosto e é desfalque para o técnico Tiago Nunes. Jô voltou ao Corinthians no mês passado e está em sua terceira passagem pelo clube. Cria da base, o atacante soma ao todo 43 gols em 179 jogos pela equipe. Foram três títulos conquistados: dois Campeonatos Brasileiros (2005 e 2017) e o Paulistão de 2017 Nos últimos anos, defendeu o Nagoya Grampus, do Japão, e não atua desde dezembro de 2019.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, o Nagoya Grampus realizou apenas duas partidas em fevereiro, quando Jô se recuperava de lesão no joelho no CT do Flamengo, no Rio de Janeiro. Apesar do tempo sem jogar, o atacante de 33 anos disse estar bem fisicamente em sua apresentação. “Eu me cuido, sei lidar com meu corpo, os profissionais do Corinthians me conhecem bem. Nessa questão estou tranquilo, lesões os jogadores têm ao longo da carreira. A gente sabe lidar com isso e, aqui no Corinthians, temos esse suporte todo. É dar continuidade, eles sabem o caminho para me deixar em alto nível. Estou bem, mas sempre requer trabalho preventivo pra gente ter um bom ano e fazer bons jogos. Graças a Deus, hoje estou 100%”, disse Jô, há um mês.

O jogador retomou a rotina de treinos com o elenco no início de julho. Ele não pôde atuar nas duas partidas finais da fase de grupos do Paulistão porque não conseguiu ser inscrito a tempo pelo Corinthians. Agora, disponível para o mata-mata, o atacante ganha ainda mais importância após Boselli se lesionar no último domingo.

COMO FOI NO JAPÃO 

Jô chegou em alta ao Nagoya Grampus, depois de ser herói dos títulos paulista e brasileiro do Corinthians em 2017. Na época, o atacante estava até cotado para voltar a defender a seleção, mas foi preterido pelo técnico Tite. Em sua primeira temporada no Japão, Jô atuou em 37 partidas e marcou 24 gols, sendo artilheiro do campeonato e fundamental para salvar a sua equipe do rebaixamento. Em 2019, porém, a média de gols diminuiu drasticamente: foram os mesmos 37 jogos, mas com oito bolas na rede. A queda de rendimento, segundo ele, foi consequência de uma lesão no tornozelo.

“Eu fui muito bem em 2018 e comecei bem em 2019. O problema foi que eu tive uma lesão grave no tornozelo, rompi dois ligamentos, mas eu era importante para o time e voltei para poder ajudar, mesmo sentindo muitas dores. Fui me arrastando nos últimos meses, com dificuldade para jogar em alto nível e acabei sobrecarregando o joelho”, justificou Jô.

*Com Estadão Conteúdo