Vettel lamenta saída da Red Bull em 2014, mas não se arrepende de ida à Ferrari

Já se passaram quase seis anos, mas o alemão Sebastian Vettel ainda não se esqueceu de sua troca da Red Bull para a Ferrari no final da temporada de 2014 da Fórmula 1. Com a equipe austríaca, o piloto foi muito bem-sucedido com 38 vitórias e a conquista do tetracampeonato entre 2010 e 2013. Sem muito sucesso no ano seguinte, acertou em 2015 com a escuderia italiana, mas até agora não foi campeão. Ele não se arrepende da mudança, mas lamenta como tudo aconteceu. “Não, não me arrependo… essa é a verdade. O que eu lamento é a maneira como as coisas terminaram (na Red Bull). Obviamente, não terminamos no topo, mas é assim que o esporte é. Olhando para trás, houve uma questão estranha de contratos, o que poderia ser dito, o que não poderia”, afirmou Vettel em entrevista ao canal de TV Sky Sports F1. “Isso tornou as coisas um pouco estranhas. Todos sabíamos o que estava por vir, mas ninguém podia mencionar. Olhando para trás, tenho que pedir desculpas porque tivemos um tempo fantástico juntos”, prosseguiu o alemão, que agora está de saída da Ferrari e busca um lugar no grid de 2021 – seu destino pode ser a Racing Point.

Vettel disse ainda que deveria ter sido mais claro com Christian Horner, chefe da Red Bull, e os demais membros da escuderia sobre os seus planos de ir para a Ferrari. “Eu deveria ter ouvido mais meus instintos, em termos de ser franco (sobre a saída), porque não havia nada de errado nisso. A Ferrari sempre foi meu sonho”, comentou. “Não quero dizer que houve uma lavagem cerebral, mas, obviamente, minha infância foi marcada por Michael (Schumacher) no carro vermelho. Eu acho que é uma marca fascinante, então, pelas razões certas, fui atraído pela equipe”, completou o alemão, que conquistou 14 vitórias pela escuderia italiana, atrás apenas de Schumacher e Niki Lauda nesse quesito.

O tetracampeão mundial reconhece que tinha o desejo de conquistar um campeonato para que Schumacher mantivesse o recorde de sete títulos, atualmente ameaçado pelo inglês Lewis Hamilton, atualmente na Mercedes. “Olhando para trás, nossa missão, meu objetivo, era vencer o campeonato. Não fizemos e nesse sentido fracassamos, mas ainda tivemos alguns anos muito bons, alguns destaques positivos e boas corridas, então não me arrependo. Eu esperava tirar alguns campeonatos de Lewis para que o recorde de Michael permanecesse um pouco mais e agora estamos longe para tentar bloqueá-lo!”, finalizou.

*Com Estadão Conteúdo