7 livros de autoras negras brasileiras que você precisa conhecer

<span class="hidden">–</span>CAPRICHO/Sestini/Reprodução

Todo 20 de novembro é celebrado no Brasil o Dia da Consciência Negra. A data é em memória a morte de Zumbi dos Palmares, importante líder da luta anti escravista. Nesta data, relembramos a importância do povo preto e da cultura africana para a construção da identidade do país. E acima de tudo, lembramos que, apesar de a escravidão ter sido abolida, ainda há muito caminho a ser percorrido para a população preta alcançar seus direitos.

Para trazer essa percepção e também valorizar a história preta brasileira, selecionamos uma lista com livros de escritoras negras, inspiradoras assim como Zumbi, que você tem que conhecer e acima de tudo LER. Afinal, a luta antirracista é de todas nós

Úrsula – Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis é considerada a primeira escritora do Brasil. Ela estreou com o romance Úrsula, em que faz uma crítica à escravização ao humanizar os escravizados com uma narrativa ultra romântica. A autora inaugurou a literatura afro-brasileira. E sabe o melhor? Você consegue ter acesso ao livro de graça no Kindle.

Sinopse: Tancredo e Úrsula são jovens, puros e altruístas. Com a vida marcada por perdas e decepções familiares, eles se apaixonam tão logo o destino os aproxima, mas se deparam com um empecilho para concretizar seu amor. […] Retrata homens autoritários e cruéis, mostrando atos inimagináveis de mando patriarcal e senhorial em um sistema que não lhes impõe limites.

Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus foi uma escritora, poetisa e compositora super importante para a literatura brasileira, por ser considerada uma das primeiras escritoras negras. Ao longo dos anos de sua vida, ela escrevia em seu diário sobre o cotidiano na favela, que mais tarde se tornou Quarto de Despejo. 

Sinopse: O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos.

Por um Feminismo Afro-latino-americano – Lélia Gonzalez

Lélia Gonzalez foi uma das mais importantes intelectuais brasileiras do século XX. Atuante dos movimentos negros, ela mostra como eles sempre foram presentes no Brasil. Sua escrita é acessível e às vezes até irônica. O livro recém lançado é uma coletânea de textos escritos ao longo de sua vida.  

Sinopse: Com organização de Flavia Rios e Márcia Lima, Por um feminismo afro-latino-americano reúne em um só volume um panorama amplo da obra desta pensadora tão múltipla quanto engajada. São textos produzidos durante um período efervescente que compreende quase duas décadas de história ― de 1979 a 1994 ― e que marca os anseios democráticos do Brasil e de outros países da América Latina e do Caribe. Além dos ensaios já consagrados, fazem parte desse legado artigos de Lélia que saíram na imprensa, entrevistas antológicas, traduções inéditas e escritos dispersos, como a carta endereçada a Chacrinha, o Velho Guerreiro. O livro traz ainda uma introdução crítica e cronologia de vida e obra da autora.

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Pequeno Manual Antirracista – Djamila Ribeiro

Em tempos em que o debate sobre a violência contra a população negra está efervescente, esse é um livro que devemos ter na estante. Nos faz refletir sobre branquitude e negritude, e lembrar que: todos devemos ser antirracistas.

Sinopse: Onze lições breves para entender as origens do racismo e como combatê-lo. Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Já há muitos anos se solidifica a percepção de que o racismo está arraigado em nossa sociedade, criando desigualdades e abismos sociais: trata-se de um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato de vontade de um sujeito. Reconhecer as raízes e o impacto do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro desse tamanho? Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.

Úrsula – Maria Firmnino dos Reis; Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus; Por um Feminismo Afro-latino-americano – Lélia Gonzales; Pequeno Manual Antirracista – Djamila RibeiroReprodução/Reprodução

Olhos D’Agua – Conceição Evaristo

Conceição Evaristo escreve histórias cotidianas com muita de forma arrebatadora e comovente. Você com certeza ficará com os olhos cheios d’água a cada capítulo deste livro. Nele ela expõe a desigualdade social, principalmente em relação às mulheres negras.

Sinopse:  Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida?Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”.

Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil – Sueli Carneiro 

Sueli Carneiro é outra intelectual negra que deve ser lida por todas nós. A filósofa é fundadora e diretora do Geledés – Instituto da Mulher Negra e considerada uma das principais vozes do feminismo negro brasileiro.  

Sinopse: Entre 2001 e 2010, a ativista e feminista negra Sueli Carneiro produziu inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil reúne, pela primeira vez, os melhores textos desse período. Neles, a autora nos convida a refletir criticamente a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.

Quando me Descobri Negra – Bianca Santana 

Para muitas meninas negras, se reconhecer como tal é um processo longo e doloroso. Passa por aceitação do cabelo, da pele, dos traços. Não podemos esquecer que vivemos em um país miscigenado, que sofreu com a colonização europeia e que exclui desde então a população negra. Muitos pretos de peles mais clara se questionam sua identidade, pois por terem uma pigmentação mais fraca na pele, sofrem menos discriminação. Isso se chama Colorismo, mas é assunto para um outro texto. No livro, Bianca Andrade fala justamente sobre esses aspectos e sobre o reconhecimento da própria negritude. Você pode aproveitar o desconto na Black Friday da Amazon e já adquirir o seu! 

Sinopse: “Tenho 30 anos, mas sou negra há dez. Antes, era morena.” É com essa afirmação que Bianca Santana inicia uma série de relatos sobre experiências pessoais ou ouvidas de outras mulheres e homens negros. Com uma escrita ágil e visceral, denuncia com lucidez – e sem as armadilhas do discurso do ódio – nosso racismo velado de cada dia, bem brasileiro, de alisamentos no cabelo, opressão policial e profissões subjugadas.Quando me descobri negra fala com sutileza e firmeza de um processo de descoberta inicialmente doloroso e depois libertador. Bianca Santana, através da experiência de si, consegue desvelar um processo contínuo de rompimento de imposições sobre a negritude, de desconstrução de muros colocados à força que impedem um olhar positivo sobre si. 

Olhos D’Agua – Conceição Evaristo; Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil – Sueli Carneiro; Quando me Descobri Negra – Bianca SantanaReprodução/Reprodução

E aí, vamos ler mais autoras negras? 

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