Enfermeira de Maradona faz revelação que pode prejudicar médico; entenda

Diego Armando Maradona caiu e bateu o lado direito da cabeça cerca de uma semana antes de morrer. Ao menos, foi isso o que revelou Dahiana Gisela, enfermeira que estava na casa do ex-craque argentino no dia da sua morte. De acordo com a emissora local C5N, a informação consta no depoimento colhido pela Justiça argentina, que investiga uma possível negligência ou homicídio culposo no caso acontecido na semana passada. O bicampeão mundial com a Albiceleste morreu na quarta-feira passada, 25, após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa, na cidade de Tigre, cerca de 30 km distante da capital Buenos Aires.

Desta forma, a revelação pode prejudicar o médico pessoal do ex-atleta, Leopoldo Luque. Isto, porque de acordo com o advogado da enfermeira, Rodolfo Baqué, o médico de Maradona foi alertado sobre a queda, mas não recomendou que o astro de 60 anos de idade realizasse novos exames – vale lembrar que o ídolo argentino passou por uma cirurgia no cérebro em outubro. “Ela relatou a ele que Maradona havia caído e batido a cabeça, mas, mesmo assim, ele não recomendou que Maradona fosse levado para fazer uma ressonância ou uma tomografia”. Contrariando a versão de Dahiana Gisela, Luque relatou na semana passa que não sabia do ocorrido. “Se houve algo, a autópsia vai revelar”, contou o neurologista, em entrevista coletiva.

O detalhe é fundamental para que os investigadores descarte ou confirmem uma falta de cuidado com um dos melhores jogadores da história do futebol. Os familiares de Maradona afirmam que houve, sim, negligência por parte de Luque, mas não em decorrência do médico não ter levado o argentino para realizar novos exames após a suposta queda. Segundo as filhas Dalma e Gianinna, não era o momento de seu pai ter saído da clínica médica, já que a própria equipe do hospital recomendava que o ex-camisa da 10 da seleção argentina se recuperasse por mais alguns dias no local.

Apesar da sugestão, Luque liberou Maradona. O médico pessoal do jogador afirmou que ele seria levado para uma casa onde teria condições de ser monitorado. Uma policial que esteve no local, contudo, afirma que a residência sequer possuía um desfibrilador. Luque deu depoimento na última segunda-feira, mas não deu detalhes sobre a sessão. Antes, em entrevista para a imprensa argentina, o neurologista garantiu que não teve culpa na morte do ídolo e ressaltou que havia feito tudo o que pôde.

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