“Inflação do vinho” fecha 2020 em 6,7%

Índice foi puxado para cima em razão de Porto Alegre fechar o ano com rótulos 16,5% mais caros

O vinho degustado fora de casa ficou 0,76% mais caro no mês passado e fechou o ano com uma inflação de 8,73%, quase o dobro do IPCA de 2020

Assim que o IBGE passou a colocar o vinho na cesta básica dos brasileiros, temia-se que a bebida seria um dos vilãos do IPCA. Porém, a “inflação do vinho” fechou 2020 com um avanço de 6,72% – 2,2 pontos percentuais maior que o índice geral, é verdade. Mas nada diante das expectativas iniciais, feitas ainda antes da chegada da crise sanitária (veja os principais indicadores por cidade, compilados pelo Cepas & Cifras, na tabela ao final deste post).

Isso ocorreu justamente em um ano onde os alimentos e bebidas passaram por reajustes exorbitantes, tanto é que o grupo acumulou alta de 14,09% no ano passado. O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, explica que esse crescimento, o maior desde 2002 (19,47%), foi provocado, entre outros fatores, pela demanda por esses produtos, a alta do dólar e dos preços das commodities no mercado internacional. “Foi um movimento global de alta nos preços dos alimentos, num ano marcado pela pandemia de Covid-19”, recorda ele. A alimentação no domicilio não sentiu menos: até dezembro, o índice somou 18,1%.

Porto Alegre foi a capital responsável por puxar a inflação da bebida para cima. Entre janeiro e dezembro os rótulos vendidos na cidade ficaram 16,5% mais caros. Enquanto isso em Curitiba o preço recuou 0,87% no ano. A queda poderia ter sido maior se os estabelecimentos da capital paranaense não tivessem elevado seus preços. Porém, Curitiba já figurou seis vezes com deflação nos doze levantamentos mensais feitos pelo IBGE.

O vinho degustado fora de casa ficou 0,76% mais caro no mês passado e fechou o ano com uma inflação de 8,73%, quase o dobro da inflação oficial (lembrando que, pela metodologia empregada, esse item é pesquisado apenas na cidade do Rio de Janeiro). Muito desse avanço teve a ver com o retorno dos restaurantes que tiveram de tentar recuperar suas margens cobrando mais pelas bebidas, pois não poderiam fazer o mesmo com os pratos, já que os produtos encarecem muito no ano que foi marcado pela quarentena e por bares fechados.

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