Santa Catarina registra alta na arrecadação pelo quarto mês consecutivo

Somente com ICMS foram recolhidos R$ 2,2 bilhões em outubro

Com o resultado do mês passado, Santa Catarina supera as perdas acumuladas entre março e junho

Pelo quarto mês consecutivo, Santa Catarina atinge alta na arrecadação. Os números revelam que o Estado terá o melhor resultado de todos os tempos em outubro. Até o momento, a arrecadação foi de R$ 2,7 bilhões, alta de 17,8% em relação ao mesmo período em 2019. Somente com ICMS foram arrecadados R$ 2,2 bilhões, crescimento de 18,1% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

De acordo com o secretário da Fazenda (Sef), Paulo Eli, com o resultado deste mês, Santa Catarina supera as perdas acumuladas entre março e junho. “Em maio registramos o pior momento da crise, cuja perda foi superior a 30% da expectativa para o período. Na época, acreditávamos que conseguiríamos encerrar o ano no zero a zero. Contudo, com a união de esforços e a retomada do setor produtivo, hoje já temos alta de 1,4% no acumulado do ano, um ótimo resultado”, esclarece.

Segundo ele, um dos motivos para o incremento relevante na arrecadação em outubro foi a redução do ICMS de 17% para 12%, que passou a valer neste ano. “No primeiro semestre, com o forte impacto na economia por conta da pandemia, não conseguimos os números esperados. Agora, com a economia catarinense voltando à normalidade, as indústrias passaram a vender mais e, consequentemente, o Estado arrecadou mais”, explica Eli.

Outra causa, apontada pelo secretário, foi a retomada de diversos setores da economia, que tiveram as atividades reduzidas no período mais crítico da pandemia. No dia 26 de outubro, foi publicado o decreto que instituiu o Fundo de Aval do Estado (Fae-SC), cujo objetivo é viabilizar a concessão de crédito, por meio do Badesc, para empresas com poucas ou sem garantias reais para acessar o sistema financeiro. Após a regulamentação do fundo, o governo catarinense fará um aporte de R$ 164 milhões, divididos em 24 parcelas. Por meio da alavancagem financeira dos recursos aportados, será possível fazer até R$ 1,6 bilhão em empréstimos, garantindo impulso econômico no período pós-pandemia de Covid-19.

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