Linfonodos axilares na mamografia: Quando o achado é apenas reacional e quando requer biópsia?

Na avaliação dos linfonodos axilares na mamografia, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica quando o achado é apenas reacional e quando a investigação com biópsia se torna necessária.
Diego Velázquez By Diego Velázquez
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Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues ressalta que a presença de linfonodos axilares no laudo de mamografia, por si só, não determina gravidade. Essas estruturas fazem parte do sistema linfático e podem aparecer no exame mesmo em pacientes sem sintomas. O que muda a conduta é o padrão do achado, isto é, se o linfonodo mantém características típicas de reação benigna do organismo ou se apresenta sinais que justificam investigação complementar, com ultrassom e, em situações específicas, biópsia.

O que são linfonodos axilares 

Os linfonodos são pequenos “filtros” imunológicos distribuídos pelo corpo, inclusive nas axilas. Eles participam do controle de infecções e inflamações, atuando como pontos de vigilância. Por esse motivo, podem aumentar de tamanho quando há algum estímulo no braço, na pele, na região torácica ou nas próprias mamas. Na mamografia, alguns linfonodos aparecem conforme a posição da paciente, o formato do tórax e a extensão do tecido captado, especialmente próximo ao prolongamento axilar da mama.

Entenda com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues como diferenciar linfonodos axilares reacionais daqueles que exigem biópsia na mamografia, com critérios clínicos e radiológicos bem definidos.
Entenda com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues como diferenciar linfonodos axilares reacionais daqueles que exigem biópsia na mamografia, com critérios clínicos e radiológicos bem definidos.

O Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues detalha que o radiologista não avalia apenas se o linfonodo existe, mas sim como ele se comporta na imagem. Aspectos como formato, contorno e densidade ajudam a diferenciar padrões mais compatíveis com benignidade de situações que merecem atenção. Em muitos laudos, a descrição vem acompanhada de recomendação de correlação com ultrassom, porque o método complementa a mamografia ao mostrar melhor a arquitetura interna dessas estruturas.

Quando o achado tende a ser reacional 

Geralmente, o linfonodo axilar descrito na mamografia é reacional, isto é, responde a um estímulo benigno. Vacinas recentes, sobretudo aplicadas no braço, são uma causa frequente, já que ativam o sistema imune e podem gerar aumento transitório no mesmo lado da aplicação. Processos inflamatórios da pele, foliculites, pequenas feridas, infecções respiratórias recentes e traumas locais também entram na lista de fatores que justificam linfonodos aumentados sem relação com câncer.

Na avaliação de Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a anamnese organiza a interpretação, porque informa ao radiologista o que pode estar “por trás” do achado. Data e lado de vacinação, presença de inflamações na pele, cirurgias recentes e sintomas associados ajudam a definir se a conduta pode ser conservadora, com observação e reavaliação em intervalo apropriado. Do mesmo modo, a comparação com exames anteriores é muito útil, pois um linfonodo estável ao longo do tempo costuma reforçar a hipótese de benignidade, enquanto uma mudança súbita sem explicação merece um olhar mais cauteloso.

Quais sinais na imagem aumentam a suspeição e pedem complementação

Embora o aumento reacional seja comum, existem padrões que levam à investigação mais cuidadosa. O radiologista observa se há assimetria relevante entre as axilas, se o linfonodo perde o formato esperado e se o contorno se torna mais irregular. Também se considera o conjunto de achados da mama: quando há um nódulo suspeito, distorção arquitetural ou calcificações com morfologia preocupante, a avaliação da axila ganha importância para entender se existe correlação com o quadro mamário.

Sob a perspectiva de Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o ultrassom é o exame que costuma esclarecer a maioria das dúvidas nessas situações. Ele permite avaliar detalhes internos do linfonodo e direcionar a conduta com mais precisão, separando casos que pedem apenas acompanhamento de cenários em que a coleta de amostra pode ser indicada. 

Em que momento a biópsia é indicada e como a decisão costuma ser tomada

A indicação de biópsia não surge automaticamente com a palavra “linfonodo” no laudo. Em geral, a sequência mais comum é: achado na mamografia, complementação com ultrassom, correlação com dados clínicos e, se necessário, controle a curto prazo. Contudo, quando o linfonodo mantém alterações suspeitas, cresce ao longo do tempo ou não há justificativa clínica plausível, a biópsia passa a ser uma ferramenta para reduzir incertezas e definir a natureza do achado.

Como reforça Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a biópsia de linfonodo axilar costuma ser guiada por ultrassom e realizada com anestesia local, com o objetivo de obter material para análise. Para a paciente, um ponto prático ajuda muito no caminho diagnóstico: levar informações objetivas, como a data de vacinas, o braço aplicado, ocorrências inflamatórias recentes, procedimentos e exames anteriores. 

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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